segunda-feira, janeiro 21, 2008

Hermana Duda - Jorge Drexler - Tradução

Eu sou irmão de Tomé.
Para crer sou tão relutante
Reluto até contra as maiores evidências.
Sou irmão de Tomé.
Desejo crer. Mas crer, às vezes, não é nada fácil.
Sou irmão de Tomé.
Não concebo que a fé seja fé em nada.
Por isso preciso ser absorvido,
convencido. Não porque é absurdo crer, mas porque é extraordinariamente real e concreto.
Sou irmão de Tomé.
Reluto.
Questiono.
Sou contado entre os 'bem-aventurados' que não viram e creram, é verdade.
Mas a 'minha fé' foi um milagre!
Sou irmão de Tomé!
Ézio Lima, pr

terça-feira, janeiro 15, 2008

Um poço, um encontro com Jesus e uma mulher surpreendida!

A mulher Samaritana:
Um poço, um encontro com Jesus e uma mulher surpreendida!
João 4.1-30


1 Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João 2(se bem que Jesus mesmo não batizava, e sim os seus discípulos), 3deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia. 4E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. 5Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. 6Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta.
7Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? 10Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 13Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; 14aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 15Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. 16Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; 17ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; 18porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.
A verdadeira adoração
19Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. 20Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. 23Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. 25Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. 26Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. 27Neste ponto, chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela? 28Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: 29Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! 30Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele.


1. Seu propósito de ir ao poço era natural (buscar água), e ela recebeu uma missão sobrenatural (deixando o cântaro foi anunciar)
2. Ela julgava conhecer sobre Deus, mas foi surpreendida falando com o próprio Deus. Ela saiu de uma religião da tradição, para a experiência pessoal com Jesus Cristo.
3. Ela carregava o peso do passado, que lhe causava angústia e sofrimento no presente e que lhe roubava toda possibilidade de expectativas. Ele encontrou-se com o Deus que perdoa pecados, traz sentido ao agora e esperança para o amanhã.
4. Ela saiu em busca do que era essencial para a sobrevivência (a água), e recebeu o essencial para a vida eterna.
5. Ela foi a um lugar ordinário (comum) e teve um encontro com o extraordinário.



Permita-se ser surpreendido por Jesus Cristo.


Rev. Ézio Martins de Lima

sábado, dezembro 29, 2007

Viver e esperar


Viver e esperar são dois verbos que conjugamos permanentemente em nossa existência. Nestes últimos dias do ano as pessoas se preparam para esperar um novo ano. A passagem do ano velho para o ano novo é celebrada com religiosidade, misticismo e muita superstição. É preciso matar o velho ano na expectativa de que o novo seja melhor. Ledo engano, nós sabemos. A passagem de um ano para o outro em nada, ou quase nada, pode mudar a nossa vida. Crer nisso, contudo, traz uma dose de ânimo e esperança para muitos cuja vida tem sido um desejo permanente por uma nova oportunidade de reescrever a própria história.
Affonso Romano de Sant’anna escreveu um artigo interessante, publicado no Correio Brasiliense de 31/12/06. O título do artigo era “Parar o tempo”. Sant’anna escreveu que alguns franceses bem humorados estão espelhando pela internet, bem como em vários jornais da Europa, que irão parar o tempo. Dizem que ‘celebrar um novo’ ano é celebrar a morte, porque o passar do tempo abrevia a morte. É preciso parar o tempo, dizem os franceses. Sant’anna, bem humorado, disse que as mulheres brasileiras na faixa dos 30 anos estão se manifestando em prol desta campanha. Afinal, deve ser mais barato parar o tempo que investir em cosméticos e operações plásticas de rejuvenescimento. No final do artigo ele escreve: “Aliás, se permitem, um último comentário. Sendo a luta humana contra o tempo um luta irremediavelmente perdida, só nos resta uma alternativa: entrar no jogo e tentar empatar a partida. E a maneira de empatar o jogo é viver o presente de tal modo que pareça que não apenas subjugamos o tempo, mas que o transcendemos”.
A melhor metáfora para a vida e esta espera por algo que mude a vida, é imaginar a existência humana como uma viagem a bordo de um barco em alto-mar. Alguns estão à deriva. São levados pelas ondas. Seus barcos não têm direção. Vivem como que embalados pelo enredo da letra do samba: “Deixa a vida me levar, vida leva eu...”. Outros entregaram os remos. Desistiram de remar. Estão desiludidos. Sem esperança! Outros, não sabem que estão no barco, não sabem que estão no mar. Não sabem que existe um porto, não sabem que estão perdidos distantes dele. Estes vivem no auto-engano. A vida é uma fantasia, uma ilusão.
Alguns, contudo, sabem que há um porto. Vivem com a certeza de que há um porto seguro e que o seu barco chegará ao destino final, a despeito das circunstâncias, a despeito da fúria dos vendavais e das ondas que soçobram o barco e ameaçam encobri-lo. Seus olhos estão focados na direção correta! Por isso, “remam, sem desanimar, no mar que ainda está pela frente, conservam os olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus. Pensam no sofrimento dele e como suportou com paciência o ódio dos pecadores. Assim, não desanimam, nem desistem” (Paráfrase do texto de Hebreus 12.2-5, versão Nova Tradução Linguagem de Hoje)

Rev. Ézio Martins de Lima