sexta-feira, agosto 01, 2014


Início do Curso ALPHA:  20/08/2014, às 19h30min.
SGAS 616, Mod. B Lote 113 - Asa Sul (Brasília)
Inscrições (gratuitas): ipicb@terra.com.br
Informações: rev_eziolima@yahoo.com.br

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

A igreja, o cristão e o sacerdócio

A salvação em Cristo é pessoal, a vida cristã é comunitária e no Cristianismo nada é individual. Os cristão são o “Corpo de Cristo”. Assim é descrita a experiência cristã pelo Novo Testamento: quem está em Cristo, está na igreja
Ser cristão é uma questão de pertencer a Cristo e aos irmãos. O individualismo moderno entrou pelas portas das “igrejas” e tirou muita gente dos seus bancos. Hoje, diferentemente do ensinamento bíblico, é comum encontrar aqueles que se dizem cristãos “sem igreja” ou “cristãos flutuantes”, sem qualquer identidade, prestação de contas ou compromisso com a comunhão dos irmãos e irmãs em Cristo.
Rick Warren compara um cristão sem igreja com um jogador sem time, um soldado sem tropa ou uma ovelha sem rebanho.
As imagens bíblicas para definir a igreja definem sua essência e natureza:
Lavoura (1 Co 3.9). Como lavoura espera-se que produza, multiplique.
Edifício  (1 Co 3.9; Ef 2.19-22). Como edifício espera-se que esteja bem edificada, firme, fundamentada.
Noiva (Ef 5.25-27; 2 Co 11.2; Ap19.7). Como noiva deve estar preparada para as bodas.
Vinha (Is.5.7; Jo 15.1-2. Como vinha deve ser produtiva.
Família de Deus (Ef 2.19 – pela Adoção Dt.18.2; Jo 1.12; Rm 8.15).Como família deve viver unida e sob a autoridade do Cabeça.
Corpo de Cristo (Rm 12.5; 1Co12.27). Como corpo deve ter diversidade, unidade, mutualidade e saúde
Rebanho (At.20.28-29). Como rebanho tem que ser obediente à voz do Pastor
Esse rebanho recebe também outros nomes:
- Geração Escolhida – 1 Pe 2.9
- Nação Santa – 1 Pe 2.9
- Povo de Deus – Tt 2.19; At 15.14; Lc 1.17
- Filhos de Deus – Rm 8.16; 1 Jo 3.10
- Herdeiros de Deus – Rm 8.17; Gl 3.29
- Filhos da Luz – Ef 5.8; I Ts 5.5
- Cidadãos do Reino – Ef 2.9
- Despenseiros – 1 Co 4.1-2; 1 Pe 4.10
- Sacerdotes – 1 Pe. 2.9; Ap 1.16
- Cooperadores – 1 Co. 3.9

Todos os que pertencem a Cristo são in-corpo-rados pelo Espírito Santo na igreja de Cristo. O corpo de Cristo se expressa historicamente por meio da comunidade cristã local. Ser "membro da igreja" é, na  linguagem teológica, ao mesmo tempo integrar o corpo místico e universal de Cristo e integrar uma comunidade local de cristãos. É ser membro da igreja invisível e da igreja visível.
Na “comunhão dos santos”, igreja de Jesus Cristo:
a)              temos o ambiente espiritual de segurança para os cristãos através do cuidado mútuo.
b)            o cristão tem acesso a realidades que não estão disponíveis em nenhum outro agrupamento social.
c)       a adoração comunitária nos ajuda a manter o foco em Deus, para uma vida de piedade e gratidão.
d)            as amizades espirituais nos encorajam e fornecem o suporte necessário para o enfrentamento das angústias e dificuldades inerentes à vida.
e)              na variedade dos dons espirituais experimentamos  o crescimento necessário à nossa “peregrinação na vida cristã”.
f)              no exercício dos nossos ministérios e na contribuição financeira participamos da missão da Igreja e cooperamos com Deus para a redenção do mundo.
O tema de nossa igreja neste ano de 2014 continua sendo “Comunhão e Crescimento”.  Quero encorajar você a tomar a sábia decisão de comprometer-se com o corpo de Cristo, assumir sua vocação, missão e viver na comunhão que gera crescimento.
No amor dAquele que nos amou primeiro,


Ézio Lima, pr

quinta-feira, maio 23, 2013

RETER O ÓDIO, OU LIBERAR O PERDÃO?

“Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. (Mateus 18.21-35)

Se você está fazendo as contas para saber quantas vezes deve perdoar alguém, é melhor parar. Pedro estava sendo muito generoso ao sugerir que estaria disposto a perdoar alguém até sete vezes. Contudo, Pedro entende o perdão a partir da perspectiva da lei. Pedro está pedindo uma lei a Jesus: “Senhor, estabeleça um critério para o perdão”. Jesus então conta a parábola do “credor incompassível” para explicar a Pedro como o perdão pode ser entendido a partir da perspectiva da graça. (Mateus 18. 23-35).
Em nossa vida sempre seremos atingidos, magoados e decepcionados.
Quem passou pela vida em branca nuvem. E em plácido palácio adormeceu, Quem não sentiu o frio da desgraça, Quem passou pela vida e não sofreu, Foi espectro de homem –não foi homem, Só passou pela vida –não viveu (Francisco Otaviano).

A questão, portanto, não é como passar pela vida e não sermos vítimas do ódio, mas se vamos retê-lo ou liberar o perdão. A parábola que Jesus nos conta traz lições práticas para entendermos o perdão.
1) Quem não compreende o perdão que Deus concede, nunca aprenderá a perdoar.
A parábola nos conta sobre um homem que fora perdoado de uma dívida impagável, mas não conseguiu perdoar uma dívida insignificante. Quando lemos o texto somos tomados de um sentimento de insatisfação em relação à atitude deste “credor incompassível”. ‘Como alguém que sendo perdoado de uma dívida de 2 milhões de dólares pode ser tão mesquinho e mandar para cadeia alguém que lhe deve tão somente 100 reais?”. Ao lermos a parábola perceberemos que este homem foi perdoado, mas ele não entendeu o perdão. No momento que ele chega diante do rei não pede misericórdia, e, sim, justiça. Ele diz: “Tenha paciência comigo e te pagarei tudo”.
Quem acha que seus méritos podem comprar o perdão de Deus sempre exigirá que outros comprem também o seu perdão. Não há lugar para misericórdia quando não nos reconhecemos incapazes de saldar a dívida.
Quem não compreende que o perdão de Deus é fruto de sua misericórdia, e não pela retidão dos meus atos, nunca irá perdoar aos outros de forma genuína.
2) O que de graça recebemos, de graça devemos dar!
A chave para o verdadeiro perdão é deixar de focalizar o que outros nos fizeram, e começar então a olhar para aquilo que Deus fez e faz por nós. Diante da atitude do “credor incompassível” em não perdoar a pequena divida de seu conservo, o rei, que o havia perdoado da dívida impagável, disse: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?” (Mt. 18.32-33).
O perdão que gratuitamente recebemos de Deus, gratuitamente somos desafiados a liberar aos outros. Somos vítimas de amigos que quebram suas promessas, de patrões que não mantêm suas decisões, somos enganados pelas palavras doces, mas que escondem o veneno amargo do egoísmo, somos rejeitados, maltratados... Antes, contudo, de irmos à desforra precisamos ser honestos e reconhecer que também falhamos com as outras pessoas; e não somente isto: falhamos com Deus!
E como o Senhor nos trata?
“Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1º João 1.9)
3. Quem não libera o perdão torna-se vítima do próprio ódio
A parábola termina com o veredito do rei em relação à atitude do “credor incompassível”: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos torturadores, até que lhe pagasse toda a dívida”.
A maior tortura que aquele que não libera perdão pode sofrer é torna-se vítima do próprio ódio. Aquele que retém o ódio ao invés de liberar perdão acaba tornando-se prisioneiro da raiva, da culpa, da vingança e melancolia.
“Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?”. “Depende, Pedro! Se você quiser usar a lei, pela lei você também será julgado. Mas se você usar da graça que Deus lhe concede, pela graça é que será julgado. A decisão de perdoar é sua, Pedro. Você pode reter o ódio, esperando justiça, ou liberar gratuitamente o perdão, por entender que foi pela graça que você foi perdoado pelo Pai. Mas se lembre Pedro: como você lida com os outros, retendo o ódio ou liberando perdão, é que vai manifestar como você compreende sua relação com Deus e como você espera que Deus trate suas próprias falhas”.
Que Deus nos abençoe e nos ensine a liberar o perdão que gratuitamente recebemos de Deus!

Rev. Ézio Martins de Lima
(se usar este texto cite o autor e a fonte

quarta-feira, novembro 21, 2012


Gente não é ostra

A ostra tem o seu esqueleto na superfície e o sistema nervoso no interior do corpo. Pois a concha é, na realidade, o seu esqueleto. A ostra gruda a uma rocha e ali fica. A vida passa por cima... E assim a sua sensibilidade está protegida. Mas o ser humano é diferente: o seu esqueleto está no interior do corpo e os nervos na superfície. Por isso, a nossa sensibilidade é assaz desenvolvida. A sensibilidade funciona como um radar. Ela acusa e registra tudo que pode ferir-nos e, assim, causar-nos algum dano.
Muitas vezes, em nossos relacionamentos, não levamos em consideração que gente não é ostra – falamos ou agimos sem considerar a sensibilidade de nosso próximo. Isso acontece com doutores e analfabetos, com santos e pecadores. E grandes servos de Deus têm caído nessa armadilha. O que aconteceu com Paulo e Barnabé deve ser uma advertência para todos nós. “Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Voltemos, agora, para visitar os irmãos por todas as cidades nas quais anunciamos a palavra do Senhor, para ver como passam. E Barnabé queria levar também a João, chamado Marcos. Mas Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho. Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas” (Atos 15.36-41).
É provável que Paulo e Barnabé tenham usado palavras duras, talvez até violentas, um contra o outro, pois, pelo menos o que consta na Bíblia, nunca mais trabalharam juntos.
Desse incidente podemos tirar várias lições:
a) Precisamos ter cuidado com nossas palavras para que elas não firam a sensibilidade das pessoas. Lembremo-nos do sábio conselho de Salomão: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15.1).
b) Uma outra lição é que não podemos afirmar, com absoluta exatidão, que a posição assumida por nós está correta. Paulo não queria a companhia de Marcos porque julgava que ele não tinha a firmeza e a tenacidade necessárias para a obra missionária. Barnabé queria levar o primo (ver Colossenses 4.10) porque entendia que era correto dar-lhe uma segunda chance. Paulo e Barnabé poderiam citar palavras de Jesus para apoiar a decisão que tomaram. Paulo poderia lembrar que “Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lucas 9.62). E Barnabé poderia responder que o perdão nunca pode ser negado, ainda que seja necessário perdoar “setenta vezes sete” (Mateus 18.22). Mais tarde Paulo readmitiu Marcos em sua companhia, mas naquele momento era muito difícil constatar qual dos dois estava certo.
Se entre o que eu penso sobre determinada coisa e o outro eu não conseguir estender a ponte do amor, torno-me uma parede que bloqueia a relação. A parede da insensibilidade, do desrespeito, da maledicência, da indiferença e da mentira, é o mecanismo que me impede de ver outro sob a ótica da graça de Deus.
 Paulo e Barnabé foram dois gigantes na vida espiritual, mas – infelizmente – pelo menos em uma ocasião eles não perceberam que gente não é ostra.

Rev. Ézio Martins de Lima