sábado, dezembro 18, 2010
domingo, dezembro 12, 2010
Dicas para a leitura da Palavra de Deus
Por que lemos as Escrituras com tanta dedicação e afinco? Porque são confiáveis, verdadeiras, justas e seguras...
Agora, pois, ó SENHOR Deus, tu mesmo és Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens prometido a teu servo este bem. — 2 Samuel 7.28
O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam. —Salmo 18.30
Porque a palavra do SENHOR é reta, e todo o seu proceder é fiel. — Salmo 33.4
As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre. — Salmo 119.160
Como lemos a Palavra de Deus com bom proveito? Lemos com a mesma dedicação e amor que damos ao seu autor...
Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. — Marcos 12.30
Leia com todo o teu CORAÇÃO
·Repare e sinta a emoção da passagem (alegria, tristeza, ironia, temor, esperança)
·Respeite os símbolos e metáforas (e pergunte para o quê eles apontam)
Leia com toda a tua ALMA
A leitura proveitosa da Bíblia envolve o nosso espírito porque nasce duma sede intensa da Palavra de Deus que procede da nossa fé (Mateus 21.22), da nossa esperança (Romanos 5.5; 8.24) e do nosso amor por Jesus Cristo (Salmo 119.97).
·Ore, Leia e Medite o texto com fé, esperança e amor.
Leia com todo o teu ENTENDIMENTO
·Procure sempre imparcialidade
Precisamos nos dispor a ouvir, sempre de novo, a mensagem que a Bíblia nos traz, inclinar os ouvidos ao sopro do Espírito que a inspirou e ainda hoje a aplica
·Aprenda os 3 “momentos” do texto
1. “antes” do texto (contexto)
Procure conhecer o pano de fundo histórico, social e religioso do texto através das enciclopédias, dos dicionários, dos comentários bíblicos e de uma boa Bíblia de Estudo.
2. “dentro” do texto
É preciso ler com cuidado (leia várias vezes o mesmo texto), inclusive as entrelinhas, onde o leitor atual se imagina no lugar do leitor antigo. Compare traduções diferentes. Para ler as entrelinhas o leitor deve observar ou indireta de outros textos bíblicos anteriores ao seu escrito.
3. na “frente” do texto
Depois de ter realizado os passos anteriores, agora é apropriado perguntar: que significa este texto para minha vida? Para a minha igreja? E para o mundo?
Leia com toda a tua FORÇA
Não há compreensão da Palavra sem a prática da Palavra (Salmo 19.1-4, 7-11; Lucas 6.46-49; 8.19-21). A mística da meditação, e a medida racionalidade das palavras se encontram aqui, no momento do exercício e do compromisso; quando a Palavra ouvida, compreendida e sentida no íntimo se transforma em missão assumida e transformadora. Digamos, “faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lucas 1.38).
Aprendi que a minha percepção da Palavra empobrece quando ela é transformada em mera teoria e que a sua riqueza só se percebe na obediência. E obediência só se aprende obedecendo. E é nesta obediência que mais claudicamos. É com ela que eu reluto e tenho tanta dificuldade. Mas é dela que eu mais preciso, pois a saudade de Deus só se transforma em comunhão com ele no caminho da obediência. É por isso que precisamos da Palavra para nossa conversão. É por isso que precisamos aprender o que Bonhoeffer nos desafia a fazer: ler a Bíblia contra nós. Só entende a Palavra de Deus quem sabe e quer lê-la contra si.
Leia também com o CORPO atento
A postura, o tipo de cadeira que se usa quando se lê, a iluminação, o horário e a freqüência, influenciam no bom aproveitamento da leitura.
E leia também em comunidade
Originalmente os textos bíblicos eram lidos e relidos comunitariamente (I Coríntios 10.11; Romanos 15.4). Como tais, requerem uma leitura não apenas individual. Mas comunitária (Gálatas 3.28; Atos 2.17-18).
Sempre, no decorrer da história da igreja, os processos de arrependimento, consagração e obediência resultaram do encontro com a Palavra de Deus. Um encontro forte e profundo, que nos mostra quem é Deus, quem somos nós e o quanto necessitamos da Seu amor.
Que a leitura da Palavra de Deus, nossa obediência,e a vida que dela decorre, nos faça uma igreja mais viva e comprometida com a Missão de Deus.
2009 @ Rev. Ézio Lima
I
segunda-feira, outubro 18, 2010
“Levai as cargas uns dos outros e, assim cumprireis a lei de Cristo”
“Levai as cargas uns dos outros e, assim cumprireis a lei de Cristo”
(Gl 6.2-3)
Não adianta procurar na Bíblia argumentos para justificar seu isolamento: fé solitária não existe. Viver uma espiritualidade que afirma conhecer a Deus, esquecendo-se de quem vai ao seu lado ofende os céus. Buscar santidade afastando-se do próximo é correr atrás do vento.
Se por um lado Deus me pede para me esvaziar, e abandonar meu egocentrismo, por outro lado devo contrabalançar com o reconhecimento da importância de quem caminha comigo.
Entretanto, esse esvaziamento de si mesmo só pode ser esperado por quem aprendeu a conviver com suas próprias limitações e reconhece a carência que vai dentro de si.
Só quem supera a rejeição pode demonstrar verdadeira aceitação daquele que convive conosco, pois quem ainda não superou as rejeições sofridas no passado de alguma forma estará sempre brigando com os “fantasmas” de supostos agressores. Precisamos retornar a Deus, que nos cura, para que o nosso centro não esteja mais num ego rejeitado, mas em Deus. A partir daí, as incompreensões sobre a minha pessoa ou o que dizem ou pensam de mim já não adquire tanta importância. A comunhão com Deus, e a convicção de que se é amado por Ele, nos faz transbordar.
Sofrer uma dor sozinho é bem diferente da dor sofrida ao lado de alguém. Daí a importância da vida de comunhão da comunidade de fé. Às vezes nos faltam palavras, mas... não precisa falar nada, basta estar junto. Talvez o abraço seja a melhor representação de amor que alguém pode oferecer.
Foi assim com Labão, ao receber Jacó em sua casa: correu-lhe ao encontro, abraçou-o e beijou-o (Gn 29.13). O que dizer do filho pródigo, esfomeado, voltando pra casa, o seu pai o avista de longe, corre em sua direção, o abraça e beija (Lc 15.20)? Vemos Paulo descendo em direção a Êutico, que havia caído da janela, e foi dado como morto. E o que ele faz? Inclinando-se sobre ele, “abraçou-o”, devolvendo-lhe a vida (At 20.10). Como reagiu a igreja diante da partida de Paulo, em Mileto? Entristecidos, o abraçavam afetuosamente, e o beijavam (At 20.37).
Cumprir as amáveis palavras de Paulo para que levemos “as cargas uns dos outros” não é coisa fácil, pois vai contra o individualismo arraigado em nossas vidas, atrapalha o nosso comodismo, e nos torna responsáveis por mais alguém além de nós mesmos.
Alguém disse: “Viver no céu com os irmãos, ó que glória! Viver na Terra com eles, aí é outra história”. Desconfio, contudo, que quem não aprender a viver aqui, não está preparado para viver lá.
Conta-se que certa noite, em uma forte nevasca, um padre plantonista ouviu alguém bater na porta na sede da “Missão dos Órfãos” em Washington, DC. Ao abri-la ele se deparou com um menino coberto de neve, com poucas roupas, trazendo em suas costas, um outro menino mais novo. A fome estampada no rosto, o frio e a miséria dos dois comoveram o padre. O sacerdote mandou-os entrar e exclamou: Ele deve ser muito pesado. Ao que o que carregava disse: “Ele não pesa, ele é meu irmão”.
O que importa mesmo, é a reflexão que isso nos traz: “Ele não é pesado, ele é meu irmão”. Talvez devêssemos chorar nossa falta de paciência com nossos irmãos, talvez precisemos trocar nossos fardos pelo fardo que Jesus deseja para nós.
Um dia Jesus propôs uma troca para mim. Ele viu minha situação, meu cansaço, e disse-me: “venha até mim, você está cansado, deixe a sua carga aqui, junto à cruz, e pegue o meu fardo”. A principio relutei, mas como não tinha nada a perder, aceitei. Hoje, estou aprendendo a caminhar com o peso que Ele colocou sobre minha vida. Surpreendentemente, descobri que é mais leve que aquele que eu levava. Pesado é viver egoisticamente para si. Dureza é tentar satisfazer compulsivamente um ego insaciável. Problema é olhar com obsessão para o seu umbigo, preocupando-se com cada ruga, cada dorzinha que surge, com sua segurança, seu dinheiro, seu descanso... Não é de se admirar estarmos convivendo com o surgimento de tantos distúrbios da alma neste nosso tempo!
Troque o seu fardo também. O que Deus quer te dar não é pesado... é o seu irmão.
No amor dAquele que nos amou primeiro,
Rev. Ézio Martins de Lima
sexta-feira, outubro 15, 2010
Manifesto Evangélico por um Processo Eleitoral Ético
Nós, evangélicos e evangélicas, brasileiros, eleitores e cidadãos comprometidos com a verdade e a justiça, manifestamos profeticamente as nossas rejeiçõe...s e defesas diante da onda de conservadorismo que se abateu sobre o país nesse processo eleitoral.
Rejeitamos os posicionamentos de alguns líderes evangélicos, que em vez de preparar cidadãos, com plenos conhecimentos de seus direitos e deveres, encaminham seus fieis para um exercício equivocado da fé.
Rejeitamos a disseminação de boatos e inverdades com fim de manipular o eleitorado.
Rejeitamos a manipulação, seja ela de que forma for, e a redução das questões cruciais e relevantes no processo eleitoral a temas presos ao mero moralismo.
Rejeitamos o uso da fé como instrumento de manipulação política no momento em que temas como erradicação da pobreza, sustentabilidade ambiental e desigualdade social precisam ser discutidos pela sociedade.
Rejeitamos o papel da mídia, que dá voz e espaço, para que a onda de conservadorismo ganhe visibilidade, desviando o foco das propostas dos candidatos.
Rejeitamos a demonização dos candidatos e partidos, além do processo eleitoral.
Rejeitamos a difusão de informações equivocadas dos papéis que cabem ao Executivo e ao Legislativo no país.
Rejeitamos qualquer forma de intolerância religiosa.
Dessa forma, defendemos que as eleições devem girar em torno das questões programáticas e dos planos de governo.
Defendemos, como herança do Protestantismo, a manutenção e o fortalecimento do Estado Laico.
Defendemos a necessidade de uma reforma política e eleitoral que leve o Brasil, do sistema proporcional, no máximo, ao distrital misto, para que os candidatos tenham vínculos comunitários.
Defendemos o aprofundamento do Estado de Direito e a consecução do estabelecimento do Estado de Equidade social, política e econômica.
Defendemos uma Igreja independente, que não se submeta aos interesses políticos e eleitorais. Ao contrário, que exerça sua função profética produzindo cidadãos livres e conscientes de seu papel cívico.
Defendemos a manutenção e o avanço das conquistas sociais que, nos últimos anos, fizeram com que uma parcela significativa de brasileiros saísse dos níveis de pobreza inaceitáveis em que viviam.
Defendemos a manutenção de políticas públicas que promovam a erradicação da pobreza e a maior igualdade entre os brasileiros.
Por fim, assumimos o compromisso de continuarmos orando e contribuindo solidariamente com a construção de um Brasil sustentável, economicamente viável, socialmente justo.
Rejeitamos os posicionamentos de alguns líderes evangélicos, que em vez de preparar cidadãos, com plenos conhecimentos de seus direitos e deveres, encaminham seus fieis para um exercício equivocado da fé.
Rejeitamos a disseminação de boatos e inverdades com fim de manipular o eleitorado.
Rejeitamos a manipulação, seja ela de que forma for, e a redução das questões cruciais e relevantes no processo eleitoral a temas presos ao mero moralismo.
Rejeitamos o uso da fé como instrumento de manipulação política no momento em que temas como erradicação da pobreza, sustentabilidade ambiental e desigualdade social precisam ser discutidos pela sociedade.
Rejeitamos o papel da mídia, que dá voz e espaço, para que a onda de conservadorismo ganhe visibilidade, desviando o foco das propostas dos candidatos.
Rejeitamos a demonização dos candidatos e partidos, além do processo eleitoral.
Rejeitamos a difusão de informações equivocadas dos papéis que cabem ao Executivo e ao Legislativo no país.
Rejeitamos qualquer forma de intolerância religiosa.
Dessa forma, defendemos que as eleições devem girar em torno das questões programáticas e dos planos de governo.
Defendemos, como herança do Protestantismo, a manutenção e o fortalecimento do Estado Laico.
Defendemos a necessidade de uma reforma política e eleitoral que leve o Brasil, do sistema proporcional, no máximo, ao distrital misto, para que os candidatos tenham vínculos comunitários.
Defendemos o aprofundamento do Estado de Direito e a consecução do estabelecimento do Estado de Equidade social, política e econômica.
Defendemos uma Igreja independente, que não se submeta aos interesses políticos e eleitorais. Ao contrário, que exerça sua função profética produzindo cidadãos livres e conscientes de seu papel cívico.
Defendemos a manutenção e o avanço das conquistas sociais que, nos últimos anos, fizeram com que uma parcela significativa de brasileiros saísse dos níveis de pobreza inaceitáveis em que viviam.
Defendemos a manutenção de políticas públicas que promovam a erradicação da pobreza e a maior igualdade entre os brasileiros.
Por fim, assumimos o compromisso de continuarmos orando e contribuindo solidariamente com a construção de um Brasil sustentável, economicamente viável, socialmente justo.
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