sábado, junho 23, 2007

VOCÊ JÁ LOUVOU HOJE?



“Louvai ao Senhor, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus” ( Salmo 147.1a)
O dicionário define assim o verbo Louvar: Verbo transitivo direto. 1.Dirigir louvor(es) a; elogiar, gabar; 2.Exaltar, enaltecer, glorificar. 3. Confirmar com elogio; aprovar; aplaudir. 4.V. bendizer; 5.Calcular o valor de; avaliar. (Dicionário Aurélio)
Na Bíblia, louvar a Deus não é uma mera sugestão. Nem tampouco é um mandamento para que se cumpra um script de um ato religioso. Louvar somente quando se sente vontade, ou para se cumprir um roteiro de um culto público, é apenas uma sombra do que a Bíblia define como o Louvor verdadeiro ao Deus Verdadeiro.
Louvar a Deus é um mandamento! O louvor deve ser oferecido a Deus com alegria, com vida santa, no poder do Espírito. O louvor deve ser motivado por Deus, oferecido a Deus, de acordo com a Palavra de Deus. O trono de Deus está cercado do louvor dos serafins. O céu será para sempre o lugar da mais excelsa manifestação de louvor dos remidos. Contudo, Deus não precisa do nosso louvor! Deus não se torna melhor, maior ou mais digno, se O louvamos. De igual modo, Deus não perde sua Glória, Poder e Majestade, se não O louvamos. Em Deus “não existe variação ou sombra de mudança” (Tiago 1.17). O Senhor Todo-Poderoso não é um narciso que, carente de atenção, precisa de aplausos para ser feliz! Louvar a Deus é uma necessidade que temos, e não uma necessidade que Deus tem. O louvor a Deus traz-nos libertação, entusiasmo, restauração, cura e quebrantamento.
Quando Deus ordena que o louvemos é para o nosso bem! Se não O louvamos tornamo-nos perdidos e confusos, sem rumo e sem sentido na existência! Se não O louvamos tornamo-nos pobres, pois reduzimos a vida à aparência do que tem valor. Reduzimo-nos às coisas que recebemos e compramos, aos diplomamos que conquistamos, aos títulos que os outros nos outorgam... Enfim, ficamos tão pobres que a únicas coisas que temos são estas pobres coisas que temos! Deus nos converte a Ele e louvá-LO nos mantém olhando para a direção certa, dando valor ao que realmente tem valor!
O louvor é um dos métodos terapêuticos de Deus para curar nossa natureza voltada para nós mesmos e para as obras de nossas mãos!
E você, já louvou hoje?


Rev. Ézio Martins de Lima

segunda-feira, maio 21, 2007

SEDE DE VIDA


“... eu vim para que tenham vida” (João 10.10)
Muitas vezes, nas ruas agitadas deste mundo,
Muitas vezes, em meio à confusão da luta
Surge um desejo inexprimível
De conhecer nossa vida encoberta:
Ânsia de consumir nosso fogo e força impetuosa
Para encontrar a pista do curso original;
Um desejo de investigar
Os mistérios deste coração que bate
Tão louco, tão profundo dentro de nós ---para conhecer
De onde nossa vida vem e para onde vai”
Matthew Arnold (in The Buried Life)
A busca humana por vida é ansiosa e, quase sempre, frenética! Sabemos que algo está errado quando nossa vida se torna aprisionada pelo casulo da falta de sentido. Desejamos, então, libertar-nos deste aprisionamento de uma vida massificada, insípida, sem cor e paradoxalmente “sem vida”. Precisamos de vida! Carecemos de vida! Ansiamos por vida! Tal necessidade é a mais forte que se impõe sobre nós! Há um desejo incontido de se viver uma vida autêntica e não apenas existir; de “ser” e não apenas “estar” ou ser reduzido ao “ter”.
Esta sede de vida faz com que procuremos por uma fonte que jorre a água capaz de dessedentar-nos. Nesta busca pela fonte, contudo, logo descobrimos que inclusive neste âmbito há muita propaganda enganosa. A experiência frustrante com as fontes que não dessedentam nossa sede vida faz com que nos acostumemos com o “quase” ou que desistamos da busca.
A “quase vida” é o estado no qual a maioria das pessoas vive ou sobrevive. Em um belíssimo texto cujo título é “Acostumar-se”, Clarice Lispector expressa bem este estado no qual acostumamo-nos com menos, com o pouco, com o nada. Ela conclui o texto assim: “A gente se acostuma para poupar a vida/Que aos poucos se gasta e se gasta de tanto se acostumar, e se perde em si mesma."
No texto de João 10.10, Jesus adverte sobre os poderes geradores de morte que matam, roubam e destroem a vida. Conhecemos bem estes poderes, haja vista que os enfrentamos constantemente em nosso dia-a-dia. Alguns há que, de tão opressos, tornam-se cambaleantes e mortalmente feridos! Você já parou para avaliar quais os poderes à sua volta estão minando sua vida?
No mesmo texto de João 10, versos 10-11, Jesus apresenta o antídoto contra os poderes geradores da morte: “(...) eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”. Jesus é o “pão da vida” (João 6.48); a fonte da vida (João 4.14; 7.38); o doador da vida (João 3.16, 36; 10.28; 17.2); a própria vida (João 1.4; Colossenses 3.4; I João 1.2).
Para dessedentar nossa sede de vida precisamos da vida de Jesus em nós. Não se trata, contudo, “de viver com a ajuda de Cristo”, mas de um nascimento do alto (João 3.5, 2 Coríntios 5.17) que faz com “Cristo viva a Sua vida em nós". “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2.19-20).
Viver a vida de Cristo é a única forma de dessedentar a sede que temos por vida.

Rev. Ézio Martins de Lima

terça-feira, maio 08, 2007

Quem ama sangra



Ele olhou ao redor da montanha e previu uma cena.Três corpos pendurados em três cruzes. Braços estendidos.Cabeças inclinadas para frente.Eles gemiam por causa do vento.Homens fardados estavam sentados no chão, perto dos três.Homens com roupas de religiosos se afastaram para o lado... arrogantes, convencidos.Mulheres envolvidas em sofrimento estão reunidas ao pé da montanha... rostos marcados pelas lágrimas.Todo o céu se levantou para lutar.Toda a natureza se ergueu para o resgate.Toda eternidade posicionou-se para dar proteção.Mas o Criador não deu ordem alguma."Isso deve ser feito...", disse, e retirou-se.O anjo disse outra vez: "Seria menos doloroso se..."O Criador o interrompeu brandamente: "Mas não seria amor..."


(autoria desconhecida)

quinta-feira, março 22, 2007

A Falta de Avivamento Pessoal

A Falta de Avivamento Pessoal
(Richard Baxter)


Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; e porque tenho espaço para quase qualquer outros pensamentos e palavras; e porque tais assuntos assombrosos não tomam completamente minha mente. Admiro-me de como posso pregar sobre isto desapaixonadamente e descuidadamente; e como posso deixar os homens sozinhos em seus pecados; e como não vou atrás deles, rogando-lhes, pelo amor do Senhor, que se arrependam, não importa a forma que recebam a mensagem, e qual seja a pena e dor que custem a mim.
Muito poucas vezes saio do púlpito sem que minha consciência me golpeie por não ter sido mais fervoroso e sério. Ela não me acusa tanto pela falta de ornamentos e elegância, nem por deixar passar uma palavra errada; mas me pergunta “Como você pode falar de vida e da morte com um coração assim? Como pode pregar sobre o céu e o inferno de uma forma tão relaxada e descuidada? Crê no que disse? Leva a sério ou embroma? Como pode dizer às pessoas que o pecado é algo assim, e que tanta miséria está sobre elas e diante delas, e não ser mais afetado com isto? Você não deveria chorar sobre pessoas assim, e não deveriam tuas lágrimas interromper suas palavras? Você não deveria clamar em alta voz, e mostrar a eles suas transgressões, e implorar a eles e rogá-los como uma questão de vida e morte?
E, por mim mesmo, como estou envergonhado do meu coração descuidado e torpe, e do meu modo de vida inútil e lento, assim como, o Senhor sabe, estou envergonhado de cada sermão que tenho pregado; quando penso sobre o que estou falando, e quem me enviou, e que a condenação e salvação dos homens é completamente relacionada nEle, estou preste a tremer por temor de que Deus me julgará como um mau administrador de Suas verdades e das almas dos homens, e imagino que no meu melhor sermão eu seja culpado pelo sangue deles. Penso que não devemos falar qualquer palavra aos homens, em assuntos de tamanhas conseqüências, sem lágrimas ou com a maior seriedade que possamos alcançar; já que somos tão culpados do pecado que reprovamos, deveria ser dessa forma.
Verdadeiramente, este é o tinir da consciência que soa em meus ouvidos, e apesar disso, minha alma sonolenta não quer ser despertada. Oh! Que coisa é um coração endurecido e insensível. Oh, Senhor, salva-nos da praga da infidelidade e da dureza de coração de nós mesmos! Como poderíamos ser instrumentos aptos para salvar os outros do erro? Oh, faz em nossas almas aquilo que Tu nos usaria para fazer nas almas dos outros.

Tradução livre