quinta-feira, setembro 22, 2011
Cuidemos do Jardim ...
Quando Deus criou Adão e Eva, Ele os colocou em um jardim, com a responsabilidade de cuidar dele. Pode ser que nem todos nós tenhamos jardins, mas como descendentes de Adão e Eva, todos nós temos uma responsabilidade pelo ‘grande jardim’ ao nosso redor – o meio ambiente. Infelizmente, por causa do nosso pecado, não somos muito eficazes em cuidar dele. Somente quando Deus refizer completamente o universo, nós e nosso meio ambiente estarão em perfeita harmonia!
terça-feira, setembro 20, 2011
A corda da esperança
A corda da esperança
A visão do quadro “Esperança”, de George Frederic Watts, sempre me fascina.
Watts pintou uma mulher de olhar triste e desanimado, sentada no alto do globo terrestre. As costas estão curvadas como se carregasse um fardo insustentável. O olhar de desespero estampa-se no seu rosto.
Numa das mãos da mulher, Watts pintou uma lira. Há um detalhe no instrumento que o pintor desejou ressaltar: as cordas estão quebradas, menos uma. Ao contemplar este quadro alguém poderia questionar: “por que Watts lhe denominou-o ‘Esperança’ e não ‘Desespero’?’ Afinal, que melodia se pode tocar com apenas uma corda?
Eis a mensagem sublime da obra de Watts. Aquela única corda no instrumento era a corda da esperança. Um símbolo da última possibilidade de se tanger algum tom de alegria.
O Evangelho Segundo Lucas relata a história de dois discípulos de Jesus no caminho entre Jerusalém e Emaús (Lucas 24.13ss). Eles caminhavam decepcionados, feridos, sem esperança. Assim como estes dois discípulos, muitos hoje se sentem decepcionados com “a religião cristã” de nosso tempo; com o fato de tantos “líderes religiosos” sufocarem a mensagem de Cristo e se esconderem atrás de mensagens institucionais ou da mera propaganda ou clichê religioso.
Assim como aqueles discípulos, muitos de nós também não conseguimos perceber a presença de Deus em meio aos pequenos sinais do dia-a-dia. Note. A narrativa de Lucas nos mostra que Cristo estava presente durante aquela caminhada embalada pela melodia da tristeza, mas não foi reconhecido pelos dois discípulos. Eles estavam tão deprimidos e amargurados que não foram capazes de reconhecer que Jesus, o Cristo Ressuscitado, estava ao lado deles!
Mas eis que Jesus revela-se, abrindo-lhes os olhos para que vejam além da decepção, da desesperança... É assim! Deus, em Cristo, vem ao nosso encontro e, por Ele, então, somos “surpreendidos” pela auto-revelação plena do Seu amor. Deus, em Cristo, vem ao nosso encontro nos caminhos da vida... Surpreende-nos com sua presença de poder e graça! Altera o sentido da nossa existência! Dá-nos um propósito definido para a vida! Devolve-nos a esperança! Muda nosso rumo! Este é o poder da ressurreição!
Quando os olhos dos discípulos se abrem à visão gloriosa de Jesus Cristo, abrem-se também os seus lábios e, então, eles clamam: “fica conosco, Senhor... pois já é tarde e a noite se aproxima”.
Não é verdade que às vezes caminhamos seguindo a melodia da desesperança? Com quase todas as “cordas quebradas”, como tanger o tom da esperança? Sentindo-nos quebrados, feridos... numa caminhada sem direção, sem rumo, sem esperança, o que fazer? Creio que precisamos fazer a oração daqueles discípulos a caminho de Emaús: “fica conosco, Senhor... pois já é tarde e a noite se aproxima”. Afinal, sem a presença do Cristo ressurreto, o que seria de nós? O que seria de nós se não tivéssemos a certeza gloriosa de não estarmos sozinhos e abandonados numa existência sem sentido e propósito?! O que seria de nós sem a certeza de que Jesus, o ressurreto, caminha conosco e fica conosco?
Quando a enfermidade arrombar as portas da nossa casa e a morte mostrar sua face, então é hora de clamar: “fica conosco, Senhor, pois já é tarde e a noite se aproxima”.
Quando a solidão existência e essencial ou o desencanto com as pessoas nos abalarem, então é hora de clamar “fica conosco, senhor, pois já é tarde e a noite se aproxima”.
Quando nos flagramos envoltos em dúvidas existenciais e decepções nas experiências concretas da vida, então é hora de clamar: “fica conosco, Senhor, pois já é tarde e a noite se aproxima...”
Em todo instante, a cada instante, eu descubro, enfim, que preciso clamar: “fica comigo, Senhor, pois Tu és a minha única e real esperança”
No amor dAquele que nos amou primeiro,
Rev. Ézio Martins de Lima
terça-feira, setembro 13, 2011
A ÉTICA NA APARÊNCIA!
A ÉTICA NA APARÊNCIA!
“Só para inglês ver”. Há inúmeras teorias sobre o surgimento da expressão, mas a mais corrente remonta ao ano de 1831 quando o Governo Regencial do Brasil, atendendo as pressões da Inglaterra, promulgou uma lei proibindo o tráfico negreiro. A lei declarava livres os escravos que chegassem aqui e condenava severamente os “importadores”. Mas, como o sentimento geral era de que a lei não seria cumprida, teria começado a circular na Câmara dos Deputados, nas casas e nas ruas, o comentário de que o ministro Feijó fizera uma lei “só para inglês ver”.
“Só para inglês ver” é a nossa ética na aparência. É o nosso jeito de brasileiro dee demonstrar o quanto somos especialistas em falsear a realidade, mascarar os fatos, mas, ainda assim, nos auto-convencer que estamos fazendo tudo dentro da legalidade. É a ética do jeitinho, do caminho mais fácil, da lei do menor esforço, que se resume nas técnicas mais modernas para fazer uma bela maquiagem no focinho do porco.
Para não fugir à nossa mais antiga tradição, a nossa Suprema Corte concentrar-se-á em breve na discussão do Recurso Especial que discute o alcance de imunidade parlamentar referente a opiniões, palavras e votos lançados da tribuna de Casas Legislativas (RE 600.063). O plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu a existência de repercussão geral do recurso, o que significa que o tema foi elevado à categoria de relevada importância para o nosso ordenamento jurídico.
Entenda a origem do referido RE:
No dia 22 de maio de 2001, durante a realização da 16ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Tremembé (SP), um dos vereadores assumiu a tribuna e ofendeu outro parlamentar.Ao examinar o caso, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), no julgamento de apelação, entendeu que as palavras proferidas por agente político, quando no exercício do mandato, não estavam protegidas pela imunidade parlamentar prevista no artigo 29, inciso VIII, da Constituição Federal.O TJ-SP considerou que foram extrapolados os limites do bom senso e que houve ofensa à honra do outro parlamentar. Aquela Corte consignou, ainda, que “existindo prova do fato, do dano e do nexo causal, deve-se manter a condenação por danos morais”. Na hipótese foram fixados 100 salários mínimos de indenização.
No dia 22 de maio de 2001, durante a realização da 16ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Tremembé (SP), um dos vereadores assumiu a tribuna e ofendeu outro parlamentar.Ao examinar o caso, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), no julgamento de apelação, entendeu que as palavras proferidas por agente político, quando no exercício do mandato, não estavam protegidas pela imunidade parlamentar prevista no artigo 29, inciso VIII, da Constituição Federal.O TJ-SP considerou que foram extrapolados os limites do bom senso e que houve ofensa à honra do outro parlamentar. Aquela Corte consignou, ainda, que “existindo prova do fato, do dano e do nexo causal, deve-se manter a condenação por danos morais”. Na hipótese foram fixados 100 salários mínimos de indenização.
A defesa para que sejam proibidas “as ofensas” entre parlamentares repousa sobre dois argumentos:
a) as ofensas (de um parlamentar a outro) configuram-se também ofensas diretas aos seus eleitores
b) as ofensas (de um parlamentar a outro) provoca descrédito à casa legislativa como um todo, que é um símbolo da própria República.
Como não pensamos nisto antes? A solução para a corrupção estava à nossa frente o tempo todo, mas só agora nos demos conta! Claro! Os parlamentares corruptos deixarão de ser corruptos. Extinguir-se-á as comissões de ética. Acabou-se a prerrogativa (e o desgaste, o trabalho, o enfado) do STF em julgar deputados federais e senadores (Art. 53.§ 1º CF/88). Claro! Resolvemos tudo com a “Ética na aparência”. Resolvemos tudo com a simples decisão da Suprema Corte de que deputados e senadores não devem jamais proferir as palavras proibidas em relação aos seus pares: “corrupto”, “ladrão”, “assassino”... Os que não acatarem tal decisão devem ser multados, depois processados e cassados; afinal, não se pode permitir que a verdade seja dita e que os corruptos e ladrões do erário sejam processados e percam seus mandatos, pois devemos defender a todo custo a nossa arraigada tradição da “Ética na aparência”!
Rev. Ézio Martins de Lima
sexta-feira, setembro 02, 2011
DA LIBERDADE CRISTÃ E DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Confissão de Fé de Westminster*
CAPÍTULO XX
DA LIBERDADE CRISTÃ E DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
I. A liberdade que Cristo, sob o Evangelho, comprou para os crentes consiste em serem eles libertos do delito do pecado, da ira condenatória de Deus, da maldição da lei moral e em serem livres do poder deste mundo do cativeiro de Satanás, do domínio do pecado, do mal das aflições, do aguilhão da morte, da vitória da sepultura e da condenação eterna: como também em terem livre acesso a Deus, em lhe prestarem obediência, não movidos de um medo servil, mas de amor filial e espírito voluntário. Todos estes privilégios eram comuns também aos crentes debaixo da lei, mas sob o Evangelho, a liberdade dos cristãos está mais ampliada, achando-se eles isentos do jugo da lei cerimonial a que estava sujeita a Igreja Judaica, e tendo maior confiança de acesso ao trono da graça e mais abundantes comunicações do Espírito de Deus, do que os crentes debaixo da lei ordinariamente alcançavam.
Tito 2.14; I Tess. 1. 10; Gal. 3.13; Rom. 8. 1; Gal. 1.4; At. 26.18; Rom. 6.14; I João 1.7; Sal. 119.71; Rom. 8.28; I Cor, 15.54-57; Rom. 5l. 1-2; Ef. 2.18 e 3.12; Heb. 10. 19; Rom. 8.14. 15; Gal. 6.6; I João 6.18; Gal. 3.9, 14, e 5. 1; At. 15. 10; Heb. 4.14, 16, e 10. 19-22; João 7.38-39; Rom. 5.5.
II. Só Deus é senhor da consciência, e ele deixou livre das doutrinas e mandamentos humanos que em qualquer coisa, sejam contrários à sua palavra ou que, em matéria de fé ou de culto estejam fora dela. Assim crer tais doutrinas ou obedecer a tais mandamentos como coisa de consciência é trair a verdadeira liberdade de consciência; e requerer para elas fé implícita e obediência cega e absoluta é destruir a liberdade de consciência e a mesma razão.
Rom. 14.4, 10; Tiago 4.12; At. 4.19, e 5.29; Mat. 28.8-10; Col. 2.20-23; Gal. 1. 10, e 2.4-5, e 4.9-10, e 5. 1; Rom, 14.23; At. 17.11; João 4.22; Jer. 8.9; I Ped. 3. 15.
III. Aqueles que, sob o pretexto de liberdade cristã, cometem qualquer pecado ou toleram qualquer concupiscência, destroem por isso mesmo o fim da liberdade cristã; o fim da liberdade é que, sendo livres das mãos dos nossos inimigos, sem medo sirvamos ao Senhor em santidade e justiça, diante dele todos os dias da nossa vida.
Luc. 1.74-75; Rom. 6.15; Gal. 5.13; I Ped. 2.16; II Ped. 3. 15.
IV. Visto que os poderes que Deus ordenou, e a liberdade que Cristo comprou, não foram por Deus designados para destruir, mas para que mutuamente nos apoiemos e preservemos uns aos outros, resistem à ordenança de Deus os que, sob pretexto de liberdade cristã, se opõem a qualquer poder legítimo, civil ou religioso, ou ao exercício dele. Se publicarem opiniões ou mantiverem práticas contrárias à luz da natureza ou aos reconhecidos princípios do Cristianismo concernentes à fé, ao culto ou ao procedimento; se publicarem opiniões, ou mantiverem práticas contrárias ao poder da piedade ou que, por sua própria natureza ou pelo modo de publicá-las e mantê-las, são destrutivas da paz externa da Igreja e da ordem que Cristo estabeleceu nela, podem, de justiça ser processados e visitados com as censuras eclesiásticas.
I Ped. 2.13-16; Heb. 13.17; Mat. 18.15-17; II Tess.3.14; Tito3.10; I Cor. 5.11-13; Rom. 16.17; II Tess. 3.6.
* Nota Histórica: De julho de 1643 à fevereiro de 1649, reuniu-se em uma das salas da Abadia de Westminster, na cidade de Londres, o Concílio conhecido na história pelo nome de “Assembléia de Westminster”. Este Concílio foi convocado pelo Parlamento Inglês, para preparar uma nova base de doutrina e forma de culto e governo eclesiástico que devia servir para a Igreja do Estado nos Três Reinos.
Os teólogos mais eruditos daquele tempo tomaram parte nos trabalhos da Assembléia. A Confissão de Fé e os Catecismos foram discutidos ponto por ponto, aproveitando-se o que havia de melhor nas Confissões já formuladas, e o resultado foi a organização de um sistema de doutrina cristã baseado na Escritura e notável pela sua coerência em todas as suas partes.
A Confissão de Fé foi aprovada, mas apenas poucos meses a Igreja Presbiteriana foi nominalmente a Igreja do Estado na Inglaterra. A Confissão de Westminster foi a última das confissões formuladas durante o período da Reforma. A utilidade de uma Confissão de Fé evidenciou-se na história das Igrejas Reformadas ou Presbiterianas. Sendo a Confissão de Westminster a mais perfeita que elas têm podido formular, serve de laço de união e estreita as relações entre os presbiterianos de todo o mundo
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